História

Raízes da capoeira

De onde vem a capoeira, o que significa o seu nome e quais culturas a formaram — com as fontes de cada afirmação.

01

Origens

Litografia de Rugendas: capoeiristas jogam em uma rua do Rio de Janeiro do início do século XIX, ao som de um tambor, rodeados por espectadores
Johann Moritz Rugendas, Jogar Capoëra ou danse de la guerre, em Voyage pittoresque dans le Brésil (Paris, 1827–1835). Domínio público, via Wikimedia Commons.

A capoeira nasceu no Brasil, entre africanos escravizados e seus descendentes. A UNESCO e o IPHAN a descrevem como uma prática afro-brasileira, ao mesmo tempo luta, dança e jogo, que mantém viva a memória da resistência à opressão 1, 3. Como ela começou exatamente ainda é tema de debate. O inventário do IPHAN de 2007 discute três "mitos fundadores": a capoeira teria vindo pronta da África Central, teria sido criada nos quilombos ou seria indígena. O inventário conclui que a raiz africana está comprovada, mas que a arte ganhou forma no Brasil, sobretudo em cidades portuárias como Rio de Janeiro, Salvador e Recife 5.

As primeiras provas seguras vêm dos registros policiais. O documento mais antigo conhecido, de 1789, trata de Adão, um homem escravizado preso nas ruas do Rio por praticar capoeira 5. Entre 1810 e 1821, cerca de 84% das centenas de africanos presos por capoeira no Rio vinham da região do antigo Reino do Congo e de Angola, na África Centro-Ocidental 14. O artista alemão Johann Moritz Rugendas, que esteve no Brasil entre 1822 e 1825, retratou o jogo no Rio na litografia Jogar Capoëra ou danse de la guerre, acompanhado apenas por um tambor 18, 19.

Uma hipótese, não um fato: há quem ligue a capoeira ao engolo, jogo de pernadas do sudoeste de Angola. O pintor Albano Neves e Sousa propôs essa ligação nos anos 1960, e T. J. Desch-Obi depois a desenvolveu como argumento acadêmico 11, 12. O historiador Matthias Röhrig Assunção considera as evidências fragmentárias. Para ele, engolo e capoeira são melhor entendidos como "primos" do que como ancestral e descendente 11.

No Rio do século XIX, os capoeiras se organizavam em maltas, reunidas em duas grandes federações: os Nagoas, identificados pelo branco, e os Guaiamuns, pelo vermelho 5.

02

A palavra “capoeira”

A palavra é mais antiga que a arte. No Brasil, capoeira designou primeiro uma paisagem: um terreno roçado para plantio e depois tomado por mato baixo, em regeneração. Pesquisadores encontraram esse uso num texto jesuítico do século XVI atribuído a Fernão Cardim, em que a palavra indica um lugar e não uma prática 21. Os dicionários brasileiros derivam esse sentido do tupi: o Priberam registra ko'pwera, e o Aulete, ko' puera 26, 27.

Os especialistas divergem nos detalhes. O estudo clássico de Waldeloir Rego (1968), citado por Leonardo Reis, relata que a maioria dos tupinólogos aceitava caá ("mato") + puêra ("o que foi, o que não existe mais"), étimo proposto por Macedo Soares em 1880. Outros preferiam co-puera ou kopuera, "roça velha, abandonada": Beaurepaire-Rohan a propôs em 1879, e Frederico Edelweiss a defendeu mais tarde, lembrando que a capoeira é, na verdade, um mato "renascido" 21, 34.

Há ainda outra palavra, portuguesa e sem relação com a primeira: capoeira, de capão + -eira, o cesto ou galinheiro onde se guardam aves 26, 27. No século XIX, Beaurepaire-Rohan sugeriu que o jogo tirou o nome daí, por lembrar uma briga de galos. Já o historiador Brasil Gerson o associou aos escravizados que levavam cestos de galinhas ao mercado de aves do Rio 5.

Ninguém sabe ao certo como uma dessas palavras virou o nome da arte. O Aulete marca esse sentido simplesmente como "de origem controversa" 27. A história popular de fugitivos que surpreendiam seus perseguidores no mato não tem documentação que a sustente 5.

03

Influências

A capoeira é afro-brasileira em sua essência. Outras culturas deixaram marcas em volta desse núcleo — algumas bem documentadas, outras apenas hipotéticas.

Africana — o núcleo

O alicerce da capoeira é africano. A maioria dos presos por capoeira no Rio do início do século XIX vinha da África Centro-Ocidental 14. A historiadora Maya Talmon-Chvaicer identifica três grandes culturas que moldaram a arte: a congolesa (Congo-Angola), a iorubá e a portuguesa católica 17. A herança africana aparece na própria roda e no canto de pergunta e resposta, em que um solista puxa e o coro responde 5. Aparece também na união entre movimento, música e ritual, que o IPHAN chama de "multidimensionalidade" das culturas de matriz africana 5. O berimbau pertence à família dos arcos musicais muito difundidos na África, e o IPHAN considera sua origem "possivelmente africana" 5, 32. Suas três vozes (gunga, médio e viola) têm paralelo estreito com os três atabaques do candomblé 5. O respeito aos ancestrais e aos mestres antigos atravessa as cantigas 20.

Indígena

A contribuição indígena é real, mas limitada. Consiste sobretudo no nome e no termo tupi de paisagem que está por trás dele (ver seção 2) 26, 27. O IPHAN considera "de difícil sustentação" a ideia de que a capoeira seja invenção indígena, porque nenhum documento ou relato a confirma 5. Qualquer afirmação de que certos movimentos venham de práticas indígenas deve ser tratada como especulação.

Portuguesa

A capoeira cresceu dentro de uma sociedade colonial de língua portuguesa, e isso deixou marcas. Suas cantigas são em português. Mestre Bimba chamava de quadras os versos de abertura, que usam o verso de sete sílabas (redondilha maior) das antigas quadras ibéricas e da poesia popular brasileira 21. A ladainha é construída com os mesmos versos 21, 20, e o próprio nome é a palavra portuguesa para a oração católica da litania 30. O pandeiro se parece com o adufe português, e o IPHAN sugere que também pode ter chegado com os colonizadores 5. No Rio do século XIX, imigrantes portugueses tiveram presença marcante nas maltas 16. A lei luso-brasileira também marcou essa história, dos castigos policiais da época colonial ao Código Penal de 1890 14, 6.

Cristã e religiosidade afro-brasileira

Fios cristãos, sobretudo católicos, atravessam a história da capoeira. No Rio do início do século XIX, os capoeiras se reuniam em torno de igrejas que abrigavam irmandades de negros 14. Mais tarde no século, as maltas dividiam a cidade por freguesias católicas, com subgrupos chamados São Francisco, Santa Rita, Santa Luzia ou São José 5. Em Salvador, as rodas faziam parte das grandes festas de largo: Nossa Senhora da Conceição da Praia, o ciclo do Bonfim, Santa Bárbara e outras 20. Nos anos 1920, um grupo chegou a se chamar Conjunto de Capoeira Conceição da Praia 21. A música carrega a fé. As listas de toques dos mestres antigos incluem São Bento Grande, São Bento Pequeno, Santa Maria e Ave Maria, ao lado de nomes africanos como Angola, Benguela e Gegê 5, 21. As louvações bradam "Iê, viva meu Deus!" ou "Ê, maior é Deus" 24, 5, e uma despedida comum canta "Eu vou com Deus e Nossa Senhora" 5. Mestre Pastinha escreveu que os jogadores ao pé do berimbau "se benzem respeitosamente" antes de jogar, e folcloristas registraram, em alguns lugares, jogadores fazendo o sinal da cruz 20. Bimba deu à sua iniciação o nome de batizado 5.

A honestidade pede o quadro completo. Muitos capoeiristas frequentavam igrejas e terreiros de candomblé e eram devotos de santos e de orixás 5. A esposa de Bimba, Dona Alice, era mãe de santo 5. Orações de proteção, patuás e a crença no corpo fechado fazem parte desse universo, e a lenda de Besouro Mangangá é o exemplo mais conhecido 20, 25. Talmon-Chvaicer chama isso de "colisão de culturas" 17.

04

Repressão e reconhecimento

Durante a maior parte de sua história, a capoeira foi punida. No Rio do início do século XIX, capoeiras escravizados podiam receber de cem a trezentos açoites e ser mandados a trabalhos forçados 14. Após a Proclamação da República, o Código Penal de 11 de outubro de 1890 (Decreto nº 847) trouxe um capítulo intitulado "Dos vadios e capoeiras". O art. 402 tornou crime fazer nas ruas e praças "exercícios de agilidade e destreza corporal conhecidos pela denominação capoeiragem", com prisão de dois a seis meses e pena em dobro para os chefes de malta. Os arts. 403 e 404 agravavam as punições 6. Muitos capoeiras do Rio foram desterrados para a ilha de Fernando de Noronha 5.

A virada veio da Bahia. Em 1932, Mestre Bimba (Manuel dos Reis Machado, 1899–1974) abriu a primeira escola de capoeira, em Salvador. Por volta de 1937, o governo estadual a registrou como escola de educação física, o "Centro de Cultura Física e Capoeira Regional" 5. Seu método de "luta regional" buscava livrar a capoeira da imagem de crime 31. Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha, 1889–1981) fundou o Centro Esportivo de Capoeira Angola (CECA) em 1941 e defendeu a Angola como "capoeira mãe" 5, 21. O Código de 1890 foi depois substituído por um novo Código Penal (1940, em vigor desde 1942), e nem ele nem a Lei das Contravenções Penais de 1941 mencionam a capoeira 7, 8.

Veio então o reconhecimento. Em 15 de julho de 2008, o Conselho Consultivo do IPHAN aprovou o registro da Roda de Capoeira e do Ofício dos Mestres de Capoeira como Patrimônio Cultural do Brasil, com data formal de registro em 21 de outubro de 2008 3, 4. Em 2024 os dois títulos foram revalidados, e o ofício passou a se chamar "Ofício dos Mestres e Mestras da Capoeira" 3, 4. Em novembro de 2014, a UNESCO inscreveu a Roda de Capoeira na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade 1, 2. O Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/2010) reconhece a capoeira como "desporto de criação nacional" e a protege como bem imaterial 9. A Lei nº 15.469/2026 instituiu o Dia Nacional da Capoeira, em 15 de julho 10.

05

Linha do tempo

  1. 1789
    Adão é preso no Rio por capoeira, o registro mais antigo conhecido. 5
  2. 1810–1821
    A polícia do Rio prende centenas de africanos por capoeira, a maioria do Congo e de Angola. 14
  3. 1835
    Conclui-se em Paris a Voyage pittoresque dans le Brésil de Rugendas, com a prancha Jogar Capoëra. 18, 19
  4. 1890
    Código Penal (Decreto 847) criminaliza a "capoeiragem" (arts. 402–404). 6
  5. 1932–1937
    Mestre Bimba abre a primeira escola de capoeira, registrada oficialmente por volta de 1937. 5
  6. 1941
    Mestre Pastinha funda o Centro Esportivo de Capoeira Angola (CECA). 5
  7. 1942
    Entra em vigor o novo Código Penal, que não menciona a capoeira. 7
  8. 1974
    A Federação Paulista de Capoeira adota cordões nas cores da bandeira. 22
  9. 2008
    O IPHAN registra a Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres como Patrimônio Cultural do Brasil. 3, 4
  10. 2010
    O Estatuto da Igualdade Racial reconhece a capoeira como desporto de criação nacional. 9
  11. 2014
    A UNESCO inscreve a Roda de Capoeira como Patrimônio Imaterial da Humanidade. 1, 2
  12. 2026
    A Lei 15.469 institui 15 de julho como Dia Nacional da Capoeira. 10

06

Referências

Referências em formato próximo à ABNT. Obras marcadas como “citadas via” não foram consultadas diretamente; aparecem por meio das fontes indicadas.

  1. UNESCO. Capoeira circle (Roda de Capoeira), element nº 00892, Representative List of the Intangible Cultural Heritage of Humanity, 2014. Available at: https://ich.unesco.org/en/RL/capoeira-circle-00892.
  2. UNESCO. Intergovernmental Committee for the Safeguarding of the Intangible Cultural Heritage. Decision 9.COM 10.8. Paris, 2014. Available at: https://ich.unesco.org/en/decisions/9.COM/10.8.
  3. INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Roda de Capoeira. Bens Culturais Registrados (BCR). Registration: 21/10/2008; Livro das Formas de Expressão; revalidation: 11/11/2024; council meeting minutes dated 15/07/2008. Available at: https://bcr.iphan.gov.br/bens-culturais/roda-de-capoeira/.
  4. IPHAN. Ofício dos Mestres e Mestras da Capoeira (formerly Ofício dos Mestres de Capoeira). Bens Culturais Registrados. Registration: 21/10/2008; Livro dos Saberes; revalidated and renamed on 11/11/2024. Available at: https://bcr.iphan.gov.br/bens-culturais/oficio-dos-mestres-de-capoeira/.
  5. IPHAN. Dossiê: inventário para registro e salvaguarda da capoeira como patrimônio cultural do Brasil. Brasília: IPHAN, 2007. Archived copy: https://www.ipatrimonio.org/wp-content/uploads/2018/06/Dossi%C3%AA_capoeira.pdf.
  6. BRASIL. Decreto nº 847, de 11 de outubro de 1890. Promulga o Codigo Penal. Livro III, Cap. XIII "Dos vadios e capoeiras", arts. 399–404. Available at: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1851-1899/d847.htm. Also at: https://legis.senado.leg.br/norma/389719/publicacao/15629240.
  7. BRASIL. Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Código Penal (art. 361: in force on 1 Jan 1942). Available at: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm.
  8. BRASIL. Decreto-Lei nº 3.688, de 3 de outubro de 1941. Lei das Contravenções Penais. Available at: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3688.htm.
  9. BRASIL. Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010. Institui o Estatuto da Igualdade Racial (arts. 20 and 22 on capoeira). Available at: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12288.htm.
  10. BRASIL. Lei nº 15.469, de 15 de julho de 2026. Institui o Dia Nacional da Capoeira (15 July). DOU, ed. extra, 15 July 2026. Available at: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/l15469.htm.
  11. ASSUNÇÃO, Matthias Röhrig. Engolo e capoeira: jogos de combate étnicos e diaspóricos no Atlântico Sul. Tempo, Niterói, v. 26, n. 3, p. 522–556, 2020. DOI: 10.1590/TEM-1980-542X2020v260302. Available at: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-77042020000300522.
  12. DESCH-OBI, T. J. Fighting for honor: the history of African martial art traditions in the Atlantic world. Columbia: University of South Carolina Press, 2008. ISBN 978-1-57003-718-4. Reissue: 2021, ISBN 978-1-64336-192-5. Catalogue: https://muse.jhu.edu/book/82835.
  13. ASSUNÇÃO, Matthias Röhrig. Capoeira: the history of an Afro-Brazilian martial art. London; New York: Routledge, 2005. ISBN 978-0-7146-5031-9 (hb); 978-0-7146-8086-6 (pb). Publisher page: https://www.routledge.com/products/9780203494769.
  14. ASSUNÇÃO, Matthias Röhrig. Capoeira e escravidão [resenha de SOARES, C. E. L. A capoeira escrava...]. Afro-Ásia, Salvador, n. 31, p. 365–367, 2004. Available at: https://www.redalyc.org/pdf/770/77003113.pdf.
  15. SOARES, Carlos Eugênio Líbano. A capoeira escrava e outras tradições rebeldes no Rio de Janeiro (1808–1850). 2. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2004.
  16. SOARES, Carlos Eugênio Líbano. Dos fadistas e galegos: os portugueses na capoeira. Análise Social, Lisboa, v. 32, n. 142, p. 685–713, 1997. DOI: 10.31447/AS00032573.1997142.07. Available at: https://revistas.rcaap.pt/analisesocial/article/view/39170.
  17. TALMON-CHVAICER, Maya. The hidden history of capoeira: a collision of cultures in the Brazilian battle dance. Austin: University of Texas Press, 2008 (released Dec. 2007). ISBN 978-0-292-71724-4 (pb). Available at: https://www.ubcpress.ca/the-hidden-history-of-capoeira and https://muse.jhu.edu/book/13826.
  18. LUSSAC, Ricardo Martins Porto. A cultura material da capoeira no Rio de Janeiro no primeiro quartel do século XIX: uma análise a partir da litografia Jogar Capoëra ou danse de la guerre, de Rugendas. Textos Escolhidos de Cultura e Arte Populares, Rio de Janeiro, v. 10, n. 1, 2013. DOI: 10.12957/tecap.2013.10179. Available at: https://www.e-publicacoes.uerj.br/tecap/article/view/10179.
  19. RUGENDAS, Johann Moritz. Voyage pittoresque dans le Brésil. Trad. Golbéry. Paris: Engelmann & Cie, 1835 (issued in parts from 1827). Morgan Library catalogue record: https://www.themorgan.org/node/297526.
  20. MACEDO, Ana Paula Rezende. A capoeira angola: história, persistências e transformações. História & Perspectivas, Uberlândia, n. 34, p. 425–461, jan./jun. 2006. Available at: https://seer.ufu.br/index.php/historiaperspectivas/article/download/19046/10245.
  21. REIS, Leonardo Abreu. Cantos de capoeira: fonogramas e etnografias no diálogo da tradição. 2009. Tese (Doutorado em Letras) – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2009. Chapters at: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/14992/14992_3.PDF, https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/14992/14992_4.PDF and https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/14992/14992_5.PDF.
  22. REIS, Letícia Vidor de Sousa. O jogo de identidades na roda de capoeira paulistana. Ponto Urbe, São Paulo, n. 13, 2013. DOI: 10.4000/pontourbe.748. Available at: https://journals.openedition.org/pontourbe/748.
  23. JAQUEIRA, Ana Rosa; ARAÚJO, Paulo Coêlho. Análise praxiológica do primeiro regulamento desportivo da capoeira. Movimento, Porto Alegre, v. 19, n. 2, p. 31–53, abr./jun. 2013. Available at: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=115326317009.
  24. NATIVIDADE, Lindinalvo. Capoeirando eu vou: cultura, memória, patrimônio e política pública no jogo da capoeira. 2012. Dissertação (Mestrado) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2012. Available at: https://www.bdtd.uerj.br:8443/bitstream/1/14907/1/Dissert_Lindinalvo%20Natividade.pdf.
  25. VASCONCELOS, José Gerardo; XAVIER, Antônio Roberto; CUNHA, Fernanda Ielpo da. Besouro Mangagá: vitrais biográficos de Manuel Henrique Pereira e a arte da capoeiragem em Santo Amaro da Bahia, Brasil. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica, Salvador, v. 10, n. 25, e1262, 2025. DOI: 10.31892/rbpab2525-426X.2025.v10.n25.e1262.
  26. PRIBERAM. "capoeira". In: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Available at: https://dicionario.priberam.org/capoeira. (capoeira¹ < capão + -eira; capoeira² < tupi ko'pwera).
  27. AULETE. "capoeira". In: Dicionário Caldas Aulete digital. Available at: https://www.aulete.com.br/capoeira. (capoeira² < tupi ko' puera; capoeira³, the martial art: "de origem controversa").
  28. PRIBERAM. "axé". Available at: https://dicionario.priberam.org/ax%C3%A9.
  29. PRIBERAM. "mandinga". Available at: https://dicionario.priberam.org/mandinga.
  30. PRIBERAM. "ladainha". Available at: https://dicionario.priberam.org/ladainha.
  31. MARINHO, Nilene Matos Trigueiro. Da capoeira escrava em Salvador a um método nacional de ensino: a luta regional de Mestre Bimba em questão. 2020. Tese – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2020. Available at: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/18347.
  32. THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART. Musical Bow. West African, late 19th century. Acc. no. 89.4.496. Available at: https://www.metmuseum.org/art/collection/search/501113.
  33. BÍBLIA. Filipenses 4:13; Salmos 28:7. King James Version and Almeida Revista e Corrigida. Available at: https://www.biblegateway.com/passage/?search=Philippians+4%3A13%3BPsalm+28%3A7&version=KJV;ARC.
  34. REGO, Waldeloir. Capoeira Angola: ensaio sócio-etnográfico. Salvador: Itapuã, 1968. Cited via [5], [20] and [21].
  35. CAVALCANTI, Nireu Oliveira. Crônicas históricas do Rio colonial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira/FAPERJ, 2004. Cited via [5].
  36. PASTINHA, Mestre. Capoeira Angola. Salvador: Escola Gráfica N. S. de Loreto, 1964. Cited via [20].